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terça-feira, 27 de julho de 2010

O início - Gravidez




A gravidez é um momento tão sublime na vida da mulher que a natureza lhe impôs um pedágio. No início da gestação o pedágio é o enjôo freqüente e, no final, a futura mamãe mal consegue andar ou dormir em função do tamanho da sua barriga. Mas costuma ser só isso. Durante nove espetaculares meses, a mulher experimenta uma explosão de emoções e sensações como jamais sentiu. Num determinado dia, lá pelo terceiro mês, a calça folgada que sempre usou vai ficar justa na cintura e o incrível acontece. Em vez de pensar em fazer dieta, a grávida fica feliz ao exibir a sua barriguinha miúda que só a fita métrica consegue identificar. Sentindo-se mais bonita quanto mais pronunciada seja sua barriga, vai comprar roupas de gestante e exibir-se com orgulho na praia. No quinto mês, a gestante costuma rir sozinha quando sente os movimentos do seu bebê. Com apenas 20 centímetros de comprimento e pesando não mais de 650 gramas, move-se de um lado para outro como se fosse um peixinho e o útero, um aquário. No oitavo mês, durante um jantar com amigos, a mãe até conversa animadamente, mas o que lhe interessa são as pontadas que acabou de receber. É um chute? Uma cotovelada? Uma cabeçada? É assim, aos poucos, que a mãe vai se apaixonando pelo filho que vai nascer. "A gravidez é um estado tão sublime que muitas mães ficam com saudade do tempo em que tinham um barrigão, do tempo em que havia um segundo coração batendo dentro delas", conta Nelson Sass, professor de obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo.

Se a gestação pudesse ser resumida numa só palavra, ela seria velocidade. Para entender a associação, basta dizer que o bebê tem o tamanho de um grão de arroz na fase inicial. Quando a mulher começa a suspeitar que está grávida, lá pela quarta semana, o embrião já terá as bases do que virão a ser cérebro, pele, ouvidos, olhos, pulmão, intestino, sangue, músculos e ossos. Até que toda a família seja avisada da novidade, digamos em uma semana, o embrião já terá sistema nervoso e veias. A partir de dois meses, o coração já estará batendo e pode ser facilmente observado num exame de ultra-sonografia. Com nove semanas, ele tem dois olhos, boca com língua, pés e mãos, faltando apenas a divisão entre os dedos. Com três meses, o embrião ganha um aspecto bem humano e passa a ser chamado de feto - palavra latina que significa "novo ser". Do terceiro ao sétimo mês de gestação, o feto espicha 1,5 milímetro todos os dias.
"Uma coisa que deixa todos os cientistas maravilhados é que a natureza quase não erra e cada célula cumpre exatamente o seu papel".

quarta-feira, 21 de julho de 2010


DEZ MOTIVOS PARA EVITAR UMA CESÁREA DESNECESSÁRIA

1. Risco de complicações e desconforto respiratório para o bebê;
2. Maior dificuldade para o estabelecimento do aleitamento materno;
3. Maior risco de morte fetal inexplicável no final da gestação seguinte;
4. Risco aumentado de morte materna;
5. Recuperação demorada e dolorida, geralmente requerendo ajuda de outras pessoas para cuidados pessoais e com o bebê;
6. Risco de infecção hospitalar;
7. Dificuldades para engravidar posteriormente, maior risco de infertilidade;
8. Formação de aderências (faixas anômalas de tecido cicatricial, que se formam na pélvis e fazem com que os órgãos fiquem colados ou unidos uns aos outros);
9. Risco de acidentes com anestesia;
10. Maior risco de trombose venosa profunda.


Recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) no Atendimento ao Parto Normal

A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas:

1. Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação, e comunicado a seu marido/ companheiro e, se aplicável, a sua família.

2. Avaliar os fatores de risco da gravidez durante o cuidado pré-natal, reavaliado a cada contacto com o sistema de saúde e no momento do primeiro contacto com o prestador de serviços durante o trabalho de parto e parto.

3. Monitorar o bem-estar físico e emocional da mulher ao longo do trabalho de parto e parto, assim como ao término do processo do nascimento.

4. Oferecer líquidos por via oral durante o trabalho de parto e parto.

5. Respeitar a escolha da mãe sobre o local do parto, após ter recebido informações.

6. Fornecimento de assistência obstétrica no nível mais periférico onde o parto for viável e seguro e onde a mulher se sentir segura e confiante.

7. Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto.

8. Apoio empático pelos prestadores de serviço durante o trabalho de parto e parto.

9. Respeitar a escolha da mulher quanto ao acompanhante durante o trabalho de parto e parto.

10. Oferecer às mulheres todas as informações e explicações que desejarem.

11. Não utilizar métodos invasivos nem métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.

12. Fazer monitorização fetal com auscultação intermitente.

13. Usar materiais descartáveis ou realizar desinfecção apropriada de materiais reutilizáveis ao longo do trabalho de parto e parto.

14. Usar luvas no exame vaginal, durante o nascimento do bebê e na dequitação da placenta.

15. Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.

16. Estímulo a posições não supinas (deitadas) durante o trabalho de parto e parto.

17. Monitorar cuidadosamente o progresso do trabalho do parto, por exemplo, pelo uso do partograma da OMS.

18. Utilizar oxitocina profilática na terceira fase do trabalho de parto em mulheres com um risco de hemorragia pós-parto, ou que correm perigo em conseqüência de uma pequena perda de sangue.

19. Esterilizar adequadamente o corte do cordão.

20. Prevenir hipotermia do bebê.

21. Realizar precocemente contacto pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme diretrizes da OMS sobre o aleitamento materno.

22. Examinar rotineiramente a placenta e as membranas.

B) Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas:

1. Uso rotineiro de enema.

2. Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.

3. Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.

4. Inserção profilática rotineira de cânula intravenosa.

5. Uso rotineiro da posição supina durante o trabalho de parto.

6. Exame retal.

7. Uso de pelvimetria radiográfica.

8. Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado.

9. Uso rotineiro da posição de litotomia com ou sem estribos durante o trabalho de parto e parto.

10. Esforços de puxo prolongados e dirigidos (manobra de Valsalva) durante o período expulsivo.

11. Massagens ou distensão do períneo durante o parto.

12. Uso de tabletes orais de ergometrina na dequitação para prevenir ou controlar hemorragias.

13. Uso rotineiro de ergometrina parenteral na dequitação.

14. Lavagem rotineira do útero depois do parto.

15. Revisão rotineira (exploração manual) do útero depois do parto.

C) Condutas utilizadas com insuficientes evidências que apóiem a sua clara recomendação e que devem ser utilizadas com precaução até a conclusão de novos estudos:

1. Método não farmacológico de alívio da dor durante o trabalho de parto, como ervas, imersão em água e estimulação nervosa.

2. Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa d’água) durante o início do trabalho de parto.

3. Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto e parto.

4. Manobras relacionadas à proteção ao períneo e ao manejo do pólo cefálico no momento do parto.

5. Manipulação ativa do feto no momento de nascimento.

6. Utilização de ocitocina rotineira, tração controlada do cordão ou combinação de ambas durante a dequitação.

7. Clampeamento precoce do cordão umbilical.

8. Estimulação do mamilo para aumentar contrações uterinas durante a dequitação.

D) Condutas freqüentemente utilizadas de forma inapropriada:

1. Restrição de comida e líquidos durante o trabalho de parto.

2. Controle da dor por agentes sistêmicos.

3. Controle da dor através de analgesia epidural.

4. Monitoramento eletrônico fetal.

5. Utilização de máscaras e aventais estéreis durante o atendimento ao parto.

6. Exames vaginais freqüentes e repetidos especialmente por mais de um prestador de serviços.

7. Correção da dinâmica com a utilização de ocitocina.

8. Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do segundo estágio do trabalho de parto.

9. Cateterização da bexiga.

10. Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação cervical completa ou quase completa, antes que a própria mulher sinta o puxo involuntário.

11. Adesão rígida a uma duração estipulada do segundo estágio do trabalho de parto, como por exemplo, uma hora, se as condições maternas e do feto forem boas e se houver progresso do trabalho de parto.

12. Parto operatório (cesariana).

13. Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.

14. Exploração manual do útero depois do parto.



Retirado de: http://www.partodoprincipio.com.br/

Parto do Princípio – Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa

Por uma nova forma de Gestar, Parir e Nascer.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Segredo da Vida


" A Vida é surpreendentemente linda, mágica em todos os seus detalhes, estas imagens mostram como uma inteligência maior nos acompanha e instrui, por isso nos resta ser como crianças e adotar uma visão mais confiante do mundo que existe além dos nossos olhos".
Max

video

A você que ainda irá nascer

E o sol que um dia verá brilhar
Um poema que sempre quisemos fazer
E um dia iremos lhe entregar...
Um mundo feito de sonhos
Construído por nós, para você
Um mundo, que supomos
Feliz e Criança, você irá crescer...
Um fruto de nossa imaginação
Sem lutas, sem pessimismos
Mas feito de todo nosso coração
Uma estrada, sem abismos.
Um lugar em que lhe seja possível
Viver para um distante futuro
Onde tudo lhe seja aprazível
Na tempestade, um porto seguro.
Um ponto qualquer do universo
Que pense somente em amores
Onde se fale somente por versos
Um caminho cercado de flores.
Um mundo feito em nossa mente
Não como um sonho que aos poucos some
Onde se olhe sempre pra frente
Não importa nem o seu nome.
Pra você que sabe que te esperamos
O mundo que mais queremos
no qual sorrindo, você vai brilhar
Correndo, brincando, sorrindo sem medo
Nesse mundo você irá crescer
Mas cá entre nós, esse é o nosso segredo
Porque esse mundo, nós imaginamos só pra você !