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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Uma visão diferente sobre a gestação...cósmica também.

Gravidez e Ayurveda
Por: Thays Biasetti

A terapeuta Silvana Cutolo fala em como ter uma gestação saudável com ajuda da ciência indiana. 
 



1.Como o Ayurveda enxerga a gravidez?
Baseada em dois termos sânscritos, Ayu, que significa vida, e Veda, conhecimento ou ciência, o Ayurveda, ou medicina indiana, enxerga o indivíduo como um todo e inter-relação e integração com os outros seres, com a natureza e o Cosmos. Assim, busca promover um equilíbrio psicofísico e espiritual, por meio de técnicas, para manter a saúde e viver uma vida saudável e feliz. O Ayurveda apresenta 9 áreas, sendo que a ginecologia, obstetrícia e pediatria estão reunidos no Baala Chikitsaa ou Kaumar Britya, área focada na saúde da mulher no período pré-gestacional, na gestação, no trabalho de parto, no pós-parto e na saúde do bebê na vida intra-uterina e após o nascimento.
Para a Ayurveda, a gravidez é um momento especial para as mulheres. Durante os nove meses, a Ciência da Vida ressalta a importância da alimentação, limpezas e rotinas diárias do corpo e da mente, principalmente, quanto aos pensamentos para desenvolver qualidade de vida da mãe e bebê de maneira inteiramente sattvica, ou seja, com pureza, harmonia, saudável, bem-estar, equilíbrio, serenidade, entre outros aspectos, pois irão influenciar diretamente na formação do bebê, determinando toda uma vida.
A medicina indiana está estabelecida na doutrina tridosha, tendo os humores vata, pitta e kapha no controle, regulação e manutenção das funções no corpo. Quando há equilíbrio entre os doshas (humores, biotipos, veja tabela abaixo da matéria), então há saúde; mas quando ocorre desequilíbrio entre os humores, prevalecendo um ou dois, então a saúde torna-se debilitada, levando à enfermidade e à morte. Algumas condições podem alterar o equilíbrio entre os doshas como mudanças climáticas, alimentos inadequados, fadiga, mudanças psíquicas, vida sedentária. 
O Ayurveda recomenda três práticas consideradas essenciais durante o período gestacional: ahar(nutrição), vihar (estilo de vida) e vichar (processo de pensamento) para auxiliar no desenvolvimento da mãe e bebê na vida intra-uterina, gerando no futuro uma criança que será um adulto com consciência de acordo com os ciclos do cosmos e integrado com o planeta e com os outros seres vivos.


2. A prakriti (físico) é formada em qual momento? 
Segundo Samkhya, uma das bases filosóficas da Ayurveda, temos que viver de forma integral e de acordo com ritmo cósmico, uma vez que tudo no universo está interconectado e interrelacionado. A realidade do cosmos é dividida em 25 componentes (tattvas). Purusha é a Alma Universal e Prakriti é a Substância Cósmica e está constituída pelos três Gunas: 1) sattva – qualidade da verdade, virtude, beleza e equilíbrio; 2) rajas – qualidade da força e do ímpeto e; 3) tamas - 
qualidade que restringe, obstrui e resiste ao movimento. Prakriti não tem impulso para ação porque é inanimada e purusha dá vida à matéria através do sopro, que consideramos como prana. É somente através da união de purusha e prakriti que a vida se manifesta.
No Sushruta Samhita é relatado que durante o 1º mês se forma no útero uma substância gelatinosa (endométrio) para a implantação do embrião. Seis ou sete dias após a concepção, o embrião se encaixa na bolsa do útero. No final do 2º mês é que o embrião adquire a forma e o cérebro já está formado, com a capacidade de coordenar os outros órgãos do corpo através de impulsos elétricos. Mas é somente a partir do 4º mês, quando todos os membros e órgãos do embrião ficam fortes, que o feto adquire consciência, por causa da formação do coração. Segundo Sushruta Samhita, o coração é o assento da consciência, por onde o feto expressa seus desejos pelos prazeres sensoriais através das vontades da mãe. Durante o 5º mês, o bebê dorme, acorda consciente de sua existência inconsciente e muda de posição; no 6º mês desenvolve-se a faculdade da cognição. Os últimos três meses são o período em que se completa o aspecto físico do desenvolvimento no útero, assim a criança cresce, ganha peso e adquire controle muscular.
Podemos considerar que a matéria (prakriti) é inanimada e depende do sopro de vida (purusha), então quando o coração é formado e ocorrem os batimentos cardíacos temos o assento da consciência na vida intra-uterina, mas ainda temos a dependência da mãe, pois nos primeiros três meses, embrião e mãe estão presos por um cabo (parte da placenta em formação) chamado Rasvaha Nadi, que auxilia na nutrição (ahararasa virya) da mãe para o feto. Neste período de formação é muito importante que a gestante seja cuidadosa, vigilante e procure momentos de relaxamento com exercícios de respiração e meditações, ouvir músicas agradáveis, entoar mantras para acalmar o ambiente interno e externo.


3. A gravidez influencia na constituição da criança?
De acordo com Sushruta Samhita, a medicina indiana está baseada na prevenção das doenças, buscando o equilíbrio entre os doshas com práticas de higiene, purificação e rejuvenescimento. Isto é válido para preparo para a concepção, em que homem e mulher passam por um processo, tendo como objetivo a pureza de shuka (sêmen) e artava (óvulo), tornando-os saudáveis, fortes e com muito amor (prema). Além de todo preparo fisiológico, há o preparo através de mantras para assegurar a concepção com saúde física, mental e kármica do bebê.
As condições físicas e mentais da mãe apresentam impacto na concepção e na evolução da gravidez, tendo em conta que para o Ayurveda “tudo está interligado”, pois é a mãe que supre todas as necessidades básicas da criança e, portanto, não tem como se dissociar da condição da mãe. 


4. Como ele ajuda nesse momento tão especial na vida da mulher?
Por meio do Ayurveda, temos acesso a diversas técnicas que possibilitam levar a gestante a níveis de relaxamento, contentamento, fortalecimento da relação mamãe e bebê, aumentando a produção de hormônios como a oxitocina, que é produzido no cérebro pelo hipotálamo, armazenado na hipófose e tem a função de promover as contrações uterinas no momento do parto e a liberação de leite durante a amamentação, fortalecendo os laços de carinho com o filho.
Por meio de toques suaves, após o 4º mês de gestação, devem ser realizados movimentos de massagem por toda a espinha dorsal, dando mais atenção às regiões da lombar, nas coxas, panturrilhas e pés com pouco óleo nas mãos do terapeuta. Além disso, pode praticar exercícios de respiração profunda e meditação, entoação de mantras e cânticos para futura mamãe e bebê. Os exercícios de respiração profunda auxiliam na eliminação de toxinas e na produção de oxigênio e nutrientes para mulher e seu filho.


5. Quais são os benefícios para a mãe e para o bebê?
Por meio da massagem, exercícios respiratórios e meditação, mas principalmente da alimentação sattvica, a mãe e o bebê são beneficiados com melhora da qualidade de sangue, fluidos, linfas e hormônios, promovendo a melhor formação dos tecidos, órgãos e corpo do bebê. De acordo com o Ayurveda, há uma necessidade de assimilar energia vital ou prana, uma vez que está ligada à respiração, oxigenação e circulação, sendo a cabeça, o local de prana. A energia vital tem sob controle as funções da mente, da memória, do pensamento e das emoções. O funcionamento fisiológico do coração também é governado pelo prana, e do coração prana penetra no sangue e controla a oxigenação em todos os dhatus (tecidos) e órgãos vitais. 


6. A grávida pode usar ervas? Quais são melhores e quais são proibidas?
Devem ser utilizados sempre ervas que promovam o equilíbrio dos dosha, mas principalmente, que promovam a guna sattwa. Na Índia podem ser utilizadas as ervas que promovem a formação dos tecidos (dhatu) como Shatavari (racemosus aspargos), ashwagandha (Withania somnifera), bala, musali branco,musali salam e kapikachchu. As ervas que promovem pitta devem ser evitadas nos meses iniciais como cravo, canela, cominho, pimenta, noz-moscada, com exceção do último mês de gestação para estimular as contrações e trabalho de parto.
No Brasil, podem utilizara erva-cidreira e erva-doce, mas mesmo consideradas como ervas calmantes, as gestantes devem consultar o obstetra, pois é quem pode avaliar o estado de saúde, nutricional, incluindo os chás.


7.O que deve ser evitado durante a gravidez?
Álcool, tabagismo e drogas devem ser evitados para evitar anormalidades fetais. O Ayurveda sugere ainda evitar a atividade sexual após o quinto ou sexto mês, porque pode induzir sofrimento fetal. Outros aspectos devem ser evitados como: comer em excesso; dormir durante o dia e ficar acordado até tarde da noite; uso de roupas e cintos apertados; maus hábitos e comportamentos; discussões e brigas; e ruídos excessivos. Devem ser evitados os alimentos como as frituras, gordurosos e salgados.


8.Que tipo de dieta e tratamento é passado para a grávida? 
Uma dieta saudável durante o período de gestação é uma necessidade, pois isso resulta em última análise, o crescimento fetal, a saúde materna e lactação pós-parto. A dieta para Ayurveda é considerada como a principal forma de equilibrar os doshas vata, pita e kapha. É uma fase importante na fase de formação do embrião que recebe alimento diretamente por percolação, sendo importante a mãe se alimentar de substâncias com bastante líquido como frutas suculentas, água de coco, leite.
Dieta deve ser na forma líquida ou semi-líquida, úmido, nutritivo, enriquecido com os seis sabores (rasas) e suplementados com algumas ervas medicinais e especiarias que são conhecidos por aumentar o apetite e poder digestivo. 
De acordo com a Ayurveda, os alimentos mais saudáveis em todos os trimestres de gravidez: arroz, leite, trigo, frutas, passas, uvas, manga, ghee, e pequenas quantidades de açúcar em bruto (ou cristal), que não aumenta kapha. 
Os cereais como trigo, aveia, centeio, ervilha seca, broto de feijão, pão integral, lentilhas, grão de bico, soja em grão possuem uma quantidade adequada de proteína. Devem ser consumidos vegetais e legumes frescos como folhas escuras (espinafre, couve, rúcula), tubérculos e raízes (inhames, mandioca, mandioquinha). Entre as frutas: banana, maçã e suco de laranja, limão, abacaxi. Também as frutas secas como tâmaras, figos, amêndoas. 


9. A grávida pode fazer massagens, shirodhara, etc? 
As massagens podem ser realizadas por especialistas em gestantes sempre com orientação do médico, zelando pelo conforto no momento da prática, propiciando o relaxamento do corpo e da mente.
Quanto ao shirodhara, quando o óleo é aplicado quente sobre a testa, tem como objetivo diminuir vata, promover melhor concentração e diminuindo o estresse, ansiedade, procurando o equilíbrio de prana na cabeça, importante nas grávidas com distúrbios como síndrome do pânico, convulsão, transtorno obsessivo e de humor. Mas antes do uso do shirodhara, a massagem é a principal técnica para estes casos.


10. E o pós parto? Como é tratado?  
Vamos lembrar que no parto houve grande gasto energético, e nas próximas semanas, a mulher precisará restabelecer-se e cuidar do bebê. Depois do parto, a amamentação auxiliará o útero a se contrair mais rápido, e estas contrações podem ser sentidas por duas semanas, denominadas “dores residuais”, causadas pelo hormônio oxitocina, que regula o fluxo do leite. Portanto, cada vez que o bebê mamar, o útero sofrerá contração e voltará ao tamanho e forma normais. As contrações pós-parto são denominadas “contrações puerperais”. A mulher deve ter paciência neste momento, pois é um momento de reestruturação e restabelecimento do organismo, principalmente, do útero. 
A mãe deve, neste momento de pós-parto, ter um período de relaxamento por 3 a 4 dias. A massagem é um instrumento de purificação, pois a mãe deve bem devagar realizar atividades leves. Assim, após estes dias, deve retornar as massagens e exercícios de respiração profunda por cerca de 40 dias. Neste momento, a massagem se concentra nas pernas, cintura, costas, pescoço e ombros para auxiliar o corpo da mãe a relaxar, promovendo saúde física e mental.
Entretanto, o mundo atual propicia o surgimento de problemas emocionais nos pais, como depressões, psicoses pós-parto e manifestações psicossomáticas associada ao nascimento do bebê. Dentre os sintomas estão irritabilidade, choro freqüente, sentimentos de desamparo e desesperança, falta de energia e motivação, desinteresse sexual, transtornos alimentares e do sono, a sensação de ser incapaz de lidar com novas situações. 
O Ayuveda, com o uso de técnicas para minimizar os efeitos da depressão como massagens e oleação do corpo da mãe, aliada à prática de Yoga com exercícios de concentração, relaxamento e pranayamas, pode auxiliar na redução da depressão pós-parto. No caso das massagens, devem ser realizadas para estimular e promover a circulação de nutrientes e de fluidos, com efeito nos sistemas linfático e nervoso, melhorando os níveis de oxigênio, revigorando a química do sangue, levando toxinas para fora do corpo. Quanto à prática de asanas temos ustrasana (postura do camelo); viparita dandasana (postura invertida do bastão);sarvangasana (parada de ombros); setu bandha sarvangasana (postura da ponte). Estas posturas estimulam a abertura do peito, melhoram a respiração, promovem uma sensação de felicidade, aumentam a estabilidade e a confiança.

11. Você acredita que o Ayurveda pode ajudar as mães a ter crianças mais tranqüilas?
No atual estilo de vida que levamos nas grandes cidades, cercadas de poluição, ruídos, estresses, correria do dia-a-dia, o Ayurveda é a ciência que permite que a mãe ajuste o ritmo de vida de forma mais harmônica, volte-se para si, interiorize-se para ter uma melhor qualidade de vida. Mesmo que esta mãe não leve o método à risca, mas que ela consiga promover uma alimentação sattvica (equilibrada), receber massagens de relaxamento, ter momentos para praticar algumas posturas (asanas), exercícios de respiração e meditação promoverá uma gestação tranqüila, consequentemente, gerando um filho tranqüilo, saudável e com consciência.
Mas não podemos esquecer de que precisamos neste momento tão delicado da gestação da supervisão de médico ayurvédico, e devemos tomar cuidado com práticas inadequadas e inapropriadas com uso de ervas, massagens, alimentação que podem colocar em risco a gestação. 




Silvana Audrá Cutolo é bióloga, mestre e doutora em Saúde Pública (USP), com especialização em Saúde da Mulher pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Terapeuta ayurvédica e professora de Yoga para gestantes e pós-parto.
Contato: silvana.cutolo@gmail.com.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O que uma mulher grávida não pode fazer...Boas dicas...

No período dos primeiros meses ,converse e tire dúvidas com o seu médico, faça todos os exames isso já é um caminho para ter uma gestação saudável e sem risco de vida para você e para o bebê.
Fique atenta aos  sintomas que possam surgir como febres,dor ao urinar,hemorragias vaginais,dores de cabeça,dores abdominais,pressaõ alta. Se detectar alguns desses sintomas, procure imediatamente um médico, pois assim ele poderá diagnósticar o problema no início e tomar as providências necessárias.

É sempre mais importante prevenir, por isso fique atenta a essas dicas.
1-Cuide da alimentação, muita fruta, legumes ,verduras , evite frituras, doces,refrigerantes coma com qualidade e não com quantidade .
2-Não faça força demais durante a gravidez, fazer exercícios só com orientação médica.
3-Cuide bem da sua higiene bucal, cuidado com hemorragias nas gengivas, que causam sangramento, procure o seu dentista para que ele te oriente em um tratamento.
4-Não fume, não beba, não utilize drogas isso prejudica demais a formação e  a saúde do bebê.
5-Evite fazer Raio x na gravidez.
6-Evite banho de banheira com água quente, Evite sauna .
7-Vacinas só as que o seu médico indicar, se houver campanhas de vacinação espere terminar o período da gravidez, e claro consulte  sempre o seu médico.
8-Evite se auto-medicar, na gravidez um simples analgésico pode ser prejudicial.
9-Não pinte os cabelos nesse período com tintas químicas, elas podem causar alergias e desenvolver sintomas como náuseas e mal estar, as tintas são muito fortes e seu organismo está sensível.
10-Evite emoções muito fortes, estresse, relaxe sempre que puder.
Lembre-se  sempre  que você  está gerando uma nova vida e que ela depende de uma gestação tranquila e saudável. Não fique com dúvidas, consulte sempre um médico para saber o que pode e o que não pode fazer na gestação.
São nove meses de carinho com você e com o seu bebê.
tenha uma gestação tranquila.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Crescer Consciente: Crescimento, uma questão só genética?

Crescer Consciente: Crescimento, uma questão só genética?: Desenvolvimento Crescimento é o aumento na estrutura do corpo que ocorre desde a concepção até o final da vida. É no embrião, no feto,...

Mitos e verdades sobre gravidez e obesidade juntas!!!Atenção...

Gravidez com obesidade
Ironicamente, apesar da ingestão calórica excessiva, muitas mulheres obesas são deficientes em vitaminas vitais para uma gravidez saudável.
Mas há muitas outras estatísticas alarmantes que surgem quando obesidade e gravidez coincidem.
Juntas, elas apresentam um conjunto único de desafios que as mulheres e seus médicos devem enfrentar para alcançar o melhor resultado possível para a mãe e para o bebê.
Na edição de dezembro da revista Seminários em Perinatologia, a especialista em medicina materna, Loralei Thornburg (Universidade de Rochester - EUA) revisa as principais mudanças e obstáculos relacionados à gravidez que as mulheres obesas podem ter de enfrentar antes do parto.

Mito ou Verdade?
"Embora você possa ter uma gravidez bem-sucedida com qualquer peso, as mulheres precisam entender os desafios que o seu peso irá criar e se tornar uma parceira no seu próprio tratamento, pois elas precisam conversar com seus médicos sobre a melhor forma de otimizar a sua saúde e a saúde de seu bebê," recomenda ela.
"Eu trato pacientes obesas o tempo todo, e embora nem tudo saia sempre exatamente como planejado, elas podem ter uma gravidez saudável," afirma a médica.

Os seguintes mitos e verdades destacam alguns dos obstáculos para se ter em conta antes, durante e após a gravidez com obesidade.

Alguns são bem comuns, mas alguns chegam a ser surpreendentes.

Muitas mulheres obesas apresentam deficiência de vitaminas

Verdadeiro.

Quarenta por cento são deficientes em ferro, 24% em ácido fólico e 4% em vitamina B12.

Esta é uma preocupação porque certas vitaminas, como o ácido fólico, são muito importantes antes da concepção, diminuindo o risco de problemas cardíacos e defeitos da coluna vertebral em recém-nascidos.

Minerais, como cálcio e ferro, são necessários durante a gravidez para ajudar os bebês crescerem.

A especialista afirma que a deficiência de vitamina tem a ver com a qualidade da dieta, e não com a quantidade.

Mulheres obesas tendem a fugir dos cereais fortificados, frutas e legumes, e comer mais alimentos processados, que são ricos em calorias, mas pobres em valor nutritivo.

"Assim como todo mundo, as mulheres que estão pensando em engravidar, ou estão grávidas, devem adotar uma mistura saudável de frutas e legumes, proteínas magras e carboidratos de boa qualidade," afirma.

Pacientes obesas precisam de ganhar pelo menos 7 quilos durante a gravidez

Meia verdade.

Em 2009, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos revisou suas recomendações para ganho de peso gestacional de mulheres obesas de "pelo menos 7 quilos" para "de 5 a 9 quilos".

O detalhe é que, além de um menor limite inferior, agora há um limite máximo.

De acordo com pesquisas anteriores, as mulheres obesas com ganho de peso excessivo durante a gravidez têm um risco muito elevado de complicações, incluindo o nascimento prematuro, cesariana, falha na indução do parto, bebês grandes demais para a idade gestacional e recém-nascidos com baixo teor de açúcar no sangue.

Se uma mulher começa a gravidez com sobrepeso ou obesa, não ganhar muito peso pode de fato melhorar a probabilidade de uma gravidez saudável, ressalta a médica. Falar com seu médico sobre o ganho de peso adequado para a sua gravidez é fundamental, diz ela.

O risco de parto prematuro espontâneo é maior em obesas do que em não-obesas.

Mito.

Mulheres obesas têm maior probabilidade de parto prematuro recomendado - um parto antecipado por razões médicas, como diabetes materno ou pressão arterial elevada.

Mas, paradoxalmente, o risco de parto prematuro espontâneo - quando uma mulher entra em trabalho de parto por uma razão desconhecida - é, na verdade, 20% menor em obesas do que em não-obesas.

Não há explicação para o porquê disso, mas Thornburg diz que a hipótese corrente sugere que isto está provavelmente relacionado a alterações hormonais nas mulheres obesas que podem diminuir o risco de parto prematuro espontâneo.

Doenças respiratórias na obesidade aumentam risco de complicações não pulmonares na gravidez

Verdadeiro.

As doenças respiratórias na obesidade incluem a asma e apneia obstrutiva do sono, enquanto as complicações não-pulmonares na gravidez incluem o parto cesáreo e a pré-eclâmpsia (pressão alta).

Mulheres obesas têm taxas de complicações respiratórias mais elevadas, e até 30% têm uma exacerbação da asma durante a gravidez, um risco quase uma vez e meia maior do que as mulheres não-obesas.

De acordo com Thornburg, as complicações respiratórias representam apenas uma peça do quebra-cabeça dos problemas de saúde na obesidade, que aumenta a probabilidade de problemas na gravidez.
Ela salienta a importância de manter a asma e outras condições respiratórias sob controle antes de engravidar.
As taxas de amamentação são elevadas entre mulheres obesas

Mito.

As taxas de amamentação são baixas entre as mulheres obesas, com apenas 80% amamentando nos primeiros dias, e menos de 50% indo além de seis meses, ainda que a amamentação esteja associada com menor retenção de peso pós-parto.
Thornburg reconhece que pode ser um desafio para as mulheres obesas amamentarem.
Muitas vezes leva mais tempo para seu leite descer e elas podem ter menor produção, já que o tamanho do peito não tem nada a ver com a quantidade de leite produzido.
"Devido a estes desafios, as mães precisam ser educadas, motivadas e trabalharem com seus médicos, enfermeiros e profissionais de lactação para caprichar na amamentação. Mesmo que só seja possível fazer o aleitamento parcial, ainda é melhor do que amamentação nenhuma," conclui a médica.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A paternidade muda o cérebro


Homens ficam mais atentos e acolhedores com a chegada do bebê
® Lesley Rigg/Shutterstock
Por muitos anos os pais atuaram como coadjuvantes na educação dos filhos, assumindo a tarefa de prover o sustento, só cuidando diretamente deles em casos excepcionais, quando a mãe estava impossibilitada de dar conta dessa tarefa. Para o homem, trocar fraldas ou dar banho em seu bebê era algo atípico e até constrangedor. Mas com as transformações sociais e culturais das últimas décadas, que tornaram a presença feminina no mercado de trabalho cada vez mais forte, a divisão de tarefas dentro de casa precisou ser revista. Hoje parece distante essa época. Os homens ganharam o dever – mas também o direito – de acompanhar de perto cada etapa do desenvolvimento dos pequenos. Muitos que não tiveram um modelo paterno de maior proximidade física e afetiva precisaram descobrir (às vezes a duras penas) um novo jeito de ser pai. Os ganhos, porém, foram inegáveis, tanto para os adultos quanto para as crianças.Hoje se sabe, por exemplo, que os homens influenciam as crianças de modo único: desempenham o papel de desafiá-las e instigá-las a desenvolver capacidades emocionais e cognitivas para enfrentar o mundo. Em um artigo de 1958, o psiquiatra britânico John Bowlby lançou uma ideia até então controversa, que ficou conhecida como teoria do apego: segundo ele, para se desenvolverem bem, todas as crianças necessitam de um relacionamento saudável e seguro com um adulto. Sua obra se atém à natureza do vínculo da criança com a mãe. No entanto, nos anos 70 surgiram os primeiros estudos realmente voltados para os pais: eles são tão capazes quanto elas de cuidar dos filhos. “Homens estão igualmente aptos a compreender o choro de seus bebês como sinal de fome ou de cansaço e responder a essa demanda da criança”, reconhece Bowlby. Diante de um recém-nascido irrequieto, adultos de ambos os sexos têm as mesmas respostas fisiológicas: alterações na frequência cardíaca, respiração e temperatura da pele. Assim como as mulheres, homens vendados conseguem distinguir seus bebês em meio a uma fileira de outros, numa enfermaria, apenas tocando suas mãozinhas. A psicóloga Anne E. Storey e seus colegas da Universidade Memorial de New-foundland, no Canadá, descobriram recentemente que o nível de testosterona dos pais diminuiu em um terço nas primeiras semanas após seus filhos terem nascido, uma mudança que sugere que o homem fica menos agressivo e mais acolhedor nesse período. Alguns representantes do sexo masculino podem até sofrer de depressão pós-parto: em uma avaliação de 2005 com 26 mil pais e mães, o psiquiatra Paul G. Ramchandani, da Universidade de Oxford, verificou que 4% dos homens apresentavam sintomas da patologia até oito semanas após o nascimento dos filhos.

Hoje se sabe, por exemplo, que os homens influenciam as crianças de modo único: desempenham o papel de desafiá-las e instigá-las a desenvolver capacidades emocionais e cognitivas para enfrentar o mundo. Em um artigo de 1958, o psiquiatra britânico John Bowlby lançou uma ideia até então controversa, que ficou conhecida como teoria do apego: segundo ele, para se desenvolverem bem, todas as crianças necessitam de um relacionamento saudável e seguro com um adulto. Sua obra se atém à natureza do vínculo da criança com a mãe. No entanto, nos anos 70 surgiram os primeiros estudos realmente voltados para os pais: eles são tão capazes quanto elas de cuidar dos filhos. “Homens estão igualmente aptos a compreender o choro de seus bebês como sinal de fome ou de cansaço e responder a essa demanda da criança”, reconhece Bowlby. Diante de um recém-nascido irrequieto, adultos de ambos os sexos têm as mesmas respostas fisiológicas: alterações na frequência cardíaca, respiração e temperatura da pele. Assim como as mulheres, homens vendados conseguem distinguir seus bebês em meio a uma fileira de outros, numa enfermaria, apenas tocando suas mãozinhas. A psicóloga Anne E. Storey e seus colegas da Universidade Memorial de New-foundland, no Canadá, descobriram recentemente que o nível de testosterona dos pais diminuiu em um terço nas primeiras semanas após seus filhos terem nascido, uma mudança que sugere que o homem fica menos agressivo e mais acolhedor nesse período. Alguns representantes do sexo masculino podem até sofrer de depressão pós-parto: em uma avaliação de 2005 com 26 mil pais e mães, o psiquiatra Paul G. Ramchandani, da Universidade de Oxford, verificou que 4% dos homens apresentavam sintomas da patologia até oito semanas após o nascimento dos filhos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sinais da mãe para o bebê...a comunicação entre mãe e bebê na Gestação

Conforme o feto cresce, ele está constantemente recebendo mensagens de sua mãe.E não se trata só de ouvir seus batimentos cardíacos e ou de as músicas que a mãe canta para seu bebê, mas também sinais químicos através da placenta.Cientistas agora confirmaram que essa comunicação química inclui sinais sobre o estado mental da mãe.Se a mãe está deprimida, isto vai afetar a formação como o bebê se desenvolve depois que ele já tiver nascido, inclusive fisiologicamente.
Ambiente estável
Curt A. Sandman e seus colegas da Universidade da Califórnia (EUA) agora descobriram algo inusitada: o que importa para os bebês é se o ambiente é consistente antes e após o nascimento.Ou seja, os bebês que se saíram melhor são aqueles que, ou tinham mães que eram saudáveis antes e após seu nascimento, ou mães que estavam deprimidas antes do nascimento e que permaneceram deprimidas depois.Condições variáveis retardaram o desenvolvimento dos bebês - uma mãe que passou da depressão antes do nascimento para um estado saudável depois do parto, ou uma mãe saudável antes do parto que passou a estar deprimida depois."Temos que admitir, a dureza desta descoberta nos surpreendeu", disse Sandman.
Participante ativo
"Agora, a interpretação cínica dos nossos resultados seria que, se a mãe está deprimida antes do nascimento, você deve deixá-la dessa forma para o bem-estar da criança," comenta o pesquisador."Mas uma abordagem bem mais razoável seria tratar as mulheres que apresentam depressão pré-natal," Sandman diz.
No longo prazo, ter uma mãe deprimida pode levar a problemas neurológicos e distúrbios psiquiátricos, diz o pesquisador.
Em outro estudo, sua equipe descobriu que as crianças mais velhas cujas mães apresentaram ansiedade durante a gravidez, o que muitas vezes vem junto com a depressão, apresentam diferenças em determinadas estruturas cerebrais.
"Nós acreditamos que o feto humano é um participante ativo no seu próprio desenvolvimento e está coletando informações para a vida após o nascimento," comenta Sandman. "Ele está se preparando para a vida com base nas mensagens que a mãe está lhe oferecendo."


Matéria retirada do site Diário de Saúde.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

HORMÔNIOS DA GRAVIDEZ ...As mudanças...

             



Gonadotrofina coriônica humana (HCG): é um hormônio glicoproteíco, secretado desde o início da formação da placenta pelas células trofoblásticas, após nidação (implantação) do blastocisto (*). A principal função fisiológica deste hormônio é a de manter o corpo lúteo, de modo que as taxas de progesterona e estrogênio não diminuam, garantindo, assim, a manutenção da gravidez (inibição da menstruação) e a ausência de nova ovulação. Por volta da 15ª semana de gestação, com a placenta já formada e madura produzindo estrógeno e progesterona, ocorre declínio acentuado na concentração de HCG e involução do corpo lúteo.
O HCG também concede uma imunossupressão à mulher, para que ela não rejeite o embrião (inibe a produção de anticorpos pelos linfócitos); tem atividade tireotrófica e também estimula a produção de testosterona pelo testículo fetal (estimula as células de Leydig a produzirem maior quantidade de androgênios), importante para a diferenciação sexual do feto do sexo masculino.

(*) O blastocisto é um estágio inicial do desenvolvimento embrionário, formado por uma camada de células denominada trofoblasto ou células trofobláticas que envolve o botão embrionário. Após a nidação o trofoblasto forma projeções na mucosa uterina chamadas vilosidades coriônicas, principais responsáveis pela produção de HCG.
Hormônio lactogênio placentário humano: é um hormônio protéico, de estrutura química semelhante à da prolactina e da somatotrofina hipofisária. É encontrado no plasma da gestante a partir da 4ª semana de gestação. Tem efeito lipolítico, aumenta a resistência materna à ação da insulina e estimula o pâncreas na secreção de insulina, ajudando no crescimento fetal, pois proporciona maior quantidade de glicose e de nutrientes para o feto em desenvolvimento.
Hormônio melanotrófico: atua nos melanócitos para liberação de melanina, aumentando a pigmentação da aréola, abdomên e face.
Aldosterona: mantém o equilíbrio de sódio, pois a progesterona estimula a eliminação do mesmo, e a aldosterona promove sua reabsorção.
Progesterona: relaxa a musculatura lisa, o que diminui a contração uterina, para não ter a expulsão do feto. Aumenta o endométrio, pois se o endométrio não estiver bem desenvolvido, poderá ocorrer um aborto natural ou o blastocisto se implantar (nidação) além do endométrio. Este hormônio é importante para o equilíbrio hidro-eletrolítico, além de estimular o centro respiratório no cérebro, fazendo com que aumente a ventilação, e conseqüentemente, fazendo com que a mãe mande mais oxigênio para o feto. Complementa os efeitos do estrogênio nas mamas, promovendo o crescimento dos elementos glandulares, o desenvolvimento do epitélio secretor e a deposição de nutrientes nas células glandulares, de modo que, quando a produção de leite for solicitada a matéria-prima já esteja presente.
Estrogênio: promove rápida proliferação da musculatura uterina; grande desenvolvimento do sistema vascular do útero; aumento dos órgãos sexuais externos e da abertura vaginal, proporcionando uma via mais ampla para o parto; rápido aumento das mamas; contribui ainda para a manutenção hídrica e aumenta a circulação. Dividido em estradiol e estrona - que estão na corrente materna; e estriol - que está na corrente fetal, é medido para avaliar a função feto-placentária e o bem estar fetal.

Texto retirado do blog da Professora Ana Luísa Miranda Vilela
http://www.afh.bio.br/reprod/reprod4.asp

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Proibição pela Anvisa das mamadeiras com bisfenol A no Brasil

É preciso ficar atentas para nova medida e assim proteger os bêbes que mamam e nem sabem desse perigo todo.Antigamente as mamadeiras eram feitas de vidro muito mais higiênicas na monha opinião, fiquem ligadas mamães. 
 A Anvisa(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nessa quinta-feira a venda e fabricação de mamadeiras que contenham BPA(bisfenol A)Em todo o Brasil.
Estudos recentes
O bisfenol A está presente no policarbonato, uma substância utilizada na fabricação de mamadeiras e no revestimento interno de latas de bebidas e alimentos. O estudo indica que pode  provocar puberdade precoce, câncer, alterações no sistema reprodutivo e no desenvolvimento hormonal, infertilidade, aborto e obesidade, de acordo com pesquisas. apontam riscos  por estar em contato com essa substância.
A Anvisa levou em consideração o fato de o sistema de eliminação do BPA pelo corpo humano não ser tão desenvolvido em crianças até um ano.
 O principal substituto do policarbonato, nestes utensílios, é o polipropilenoOs fabricantes e importadores terão 90 dias para cumprir a determinação, a partir da publicação no "Diário Oficial da União". As mamadeiras fabricadas ou importadas dentro do prazo de 90 dias poderão ser comercializados até 31 de dezembro deste ano.

A substância já foi proibida na União Europeia, no Canadá, na China, na Malásia e na Costa Rica, além de 11 Estados norte-americanos.

Fonte de informação-Folha de São  Paulo